Hoje saí para caminhar às 6 horas da manhã, não que isso
tenha sido de total opção minha, o problema é que passei a noite em claro com
insônia. Tentei dormir até as 4 da madrugada e como não obtive sucesso,
levantei, cozinhei, dei banho nos cachorros, tomei café da manhã e então decidi
que ir caminhar era a melhor opção, afinal, se eu dormisse não conseguiria
acordar às 8 e sair para andar.
Ainda estava escuro e por isso achei mais seguro ir para o
lado do bairro. Poucas pessoas circulavam pelas ruas, porém, foi possível
observar diversas casas com luzes acessas. Com o passar dos minutos o tempo foi
clareando e o movimento aumentando. Enquanto caminhava passou por mim um senhor
de bicicleta fumando um cigarro, que pelo cheiro, identifiquei como sendo de
palha ou algo similar. Ele foi deixando um “rastro” daquele cheiro forte pelo
caminho que senti em vários pontos da caminhada, também senti uma leve dor de
cabeça, o não-dormir aliado ao cheiro deve ter sido o motivo.
Hoje não corri, apenas andei. Durante o trajeto constatei
que não importa a hora ou o local, sempre tem motoristas de caminhão, babaca e
retardado (assim prefiro intitular), que dá aquelas baitas buzinadas.
Outra coisa me chamou atenção nessa manhã, passando em
frente a uma casa vi um coelho no portão, sentadinho olhando quem passava ,
parecia um “cão de guarda”. Não deu para “conversar” com ele, a residência fica
muito próxima de um ponto de ônibus e o mesmo estava cheio, achei melhor não
arriscar um “bate-papo” com o bichano. Dei bom dia para o motorista do ônibus
que sai da entrada da minha rua (onde é o ponto final da linha) e cheguei em
casa com o sol pintado as primeiras cores no céu.
Mesmo com o horário calmo, não esqueci de eleger o merecedor
do troféu romantismo: o motociclista que não apenas se inclinou para o meu
lado, como se conseguisse enxergar melhor, como ainda levantou a viseira do
capacete para “olhar melhor”. Agora é hora de tentar dormir, tem um dia inteiro
ainda pela frente.
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